domingo, 20 de setembro de 2009

Aqui em casa nós somos portadores de cartão Funai 5 estrelas, que sacamos de vem em quando em matéria de restaurantes e bares.
Sexta-feira, depois de uma semana do cão, tanto para mim quanto para R., resolvemos sair para jantar. Na verdade, quem resolveu fui eu, e o pobre coitado não teve alternativa a não ser concordar.
Como a crítica de terceiros me motiva a conhecer o lugar (saiu na revista do EM), rumamos para o Primeli Bistrô (Rua Alabastro, 48, Horto) já bem tarde, depois de 22 horas, com a expectativa de comer uma massa para acalmar o estômago e tomar um vinho para acalmar a alma.
Fiquei com receio de achar o lugar fechado, mas estava aberto, e cheio, com apenas duas mesas disponíveis. Mesas péssimas, num canto super quente. Aliás, o lugar é quente, mesmo se levarmos em consideração o calor que tem feito em BH. Havia uma mesa grande ao nosso lado, ocupada por umas 8 pessoas que falavam alto demais, e isso me incomodou muito.
O nosso cansaço nos deixou meio abobalhados até para pedir o prato. O cardápio da casa é enxuto, então fomos de couvert, que eles chamam de entrada no cardápio, com pães, manteiga, champignon temperado e aquela beringela comum de sempre (que faço num tacho imenso aqui em casa, já que eu, R. e e mais um monte de gente gosta). O pão era nitidamente industrializado e estava sem graça, não me pareceu fresco. Tinha também uma casquinha de trigo integral, que era gostosa, mas nada excepcional. A manteiga estava bem gostosa, com um toque adocicado que não perguntei o o que era, e a beringela não me surpreendeu.
Pedimos pratos idênticos, uma massa chamada Pacco, que prometia ser um canelone recheado aos quatro queijos, mas veio com ricota. O prato era muito grande, muito mesmo, dava pra dividir com tranquilidade, tanto é que foi difícil terminar o meu, mesmo com a fome de leão que eu estava. A textura da massa estava bem boa, mas não achei nada demais a proposta do recheio nem do molho. Po R$ 26, eu esperava menos quantidade e mais qualidade.
O vinho foi uma proposta barata do cardápio que agradou (Terranoble Merlot, R$ 30).
Duas coisas me deixaram insatisfeitas: guardanapos de papel e o serviço de vinho. Apesar de o garçom ter servido corretamente, não nos ofereceu água; para mim, uma mancada imperdoável para quem tem a proposta de ser um bistrô.
Enfim, para uma conta de R$ 108, eu esperava mais da comida. Se eu tivesse levado o vinho para tomar num restaurante simplérrimo que tem aqui pertinho da minha casa, que tem ótimas massas, tinha feito um programa melhor e gastado menos. Não voltaria, por hora, mesmo considerando que a minha opinião malhumorada por estar refletida, também, nos problemas pelos quais passamos na semana que, ufa, acabou.

5 comentários:

LuMa disse...

"Um vinho para acalmar a alma"... Te compreendo. E como te compreendo...

Dentro da realidade brasileira das tabelas de vinho, 30 reais servido num restaurante é até surpreendente. Fico horrorizada com os abusos de preços - pudera, com tantos intermediários até chegar à nossa boca - que se vê no Brasil, e olha lá, falo de preço nas gôndolas, e não nas mesas. Tem um vinho branco, o Falanghina, que aquí é considerado caro e de alto nível, mas pago 8 a 9 euros (menos de 25 reais) a garrafa nas prateleiras daquí. O mesmo vinho, inclusive da mesma vinícola, custa 165 reais(!!!)num dos sites de São Paulo. Isso já não é abuso, é subestimar a inteligência dos brasileiros! Apenas como exemplo, um bom merlot aquí custa não mais que 3 euros. O que tomo sempre, custa 1,90, juro. Vc tem que vir em casa, ah se tem...

Adrina disse...

Fico me roendo com esse seu vinho de 1,90 euros. O problema daqui é imposto demais, infelizmente.
Ah, e viagem para a Itália do intrépido casal está programada para o ano que vem; tenha certeza de que você estará no roteiro.

cks disse...

Sábado, fui numa casa de chá bem conhecida daqui de SP, As Noviças.
E a cada ano que passa, tá pior.
Antes, o que salvava ainda eram os salgadinhos, os pãezinhos, patês... dessa vez, serviram uma cestinha de pães muito pobrezinha, geléias,mel e manteiga.
Nada de patês.
Os doces? Deixam a desejar faz é tempo.

angelica disse...

Oi!
Provavelmete foi reflexo da sua semana, pois o bistro Primeli é um lugar super gostoso e os pratos são maravilhosos. Falo pq já rodei meio mundo e conheço milharesde restarantes caros. Tenho paladar muito aguçado e reconheço qdo a materia prima é de primeira. Acho o preço justo R$ 108. Confome saiu no EM era uma fabriqueta que se transformou num lugar super gostoso, tem tres meses de funcionamento, segundo as proprietarias e no dia que eu estava lá a Revista veja tb, fazendo uma entrevista para sair entre os 100 melhores de BH. Acho que você não conseguiu captar a alma da casa, tampouco o paladar dos maravilhosos pratos servidos lá.
Abraços.

Adrina disse...

Oi, Angélica. Não achei a conta cara, achei que a comida não valeu isso. A massa não tinha gosto de nada. Que bom que você deu mais sorte que nós, mas, 100 melhores de BH? Nem pensar. Obrigada por seu comentário.