segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Passo o trabalho preliminar para o chefe olhar em agosto. Passa setembro, passa outubro e eu pedindo pelo amor de Deus para ele me posicionar. Hoje, para não contrariarmos as expectativas, o camarada vem me dizer que o negócio não tá bom e que estamos atrasados com o cliente TRÊS FUCKING MESES DEPOIS. Pqp.
Taí a busca do google que não me deixa sem assunto:

casos praticos de paramnésia reduplicativa

Alguém me explica, pelamor?
Ah, para complementar, eu exponho porque não apoiei a Dilma.
1. Não apóio candidatos ou partidos que manifestam apreço e apóiam ditaduras que restrigem a iniciativa privada, as liberdades individuais, as livres manifestações do pensamento: Cuba, Irã, Venezuela.
2. Não apóio candidatos coordenados e ladeados por Antônio Palocci, José Dirceu, José Sarney.
3. Não apóio um partido cujo líder preferiu adotar uma postura de "não vi nada, não sei de nada" diante de escândalos pavorosos de corrupção.
Acho, sim, que o governo que ora se finda fez grandes coisas pelo país, baseado em uma economia que vinha se fortalecendo há 8 anos.
Acho que o Bolsa Família, que foi criado pelo Senador Cristóvam Buarque, então governador do DF e consolidado pelo Governo FHC, foi ampliado a alcançou uma grande parcela muito pobre da população. Conheci famílias que não passaram fome devido à mixaria recebida, mas acho que isso é um band-aid numa ferida grande. O problema social do país não se resolve com 70 reais por mês.
Para mim, o grande projeto inclusivo do PT foi o PROUNI, que permitiu o acesso de pobres à universidade sem demagogias ou escolhas pela cor da pele, mas esta questão é um paliativo que deveria ser extinto, com a criação de novas universidades públicas e mais vagas nas que já existem.
De outro lado, faltou investimento em infra-estrutura básica. O norte e o nordeste do país continuam sem saneanento básico e sem saúde. O sudeste continua com estradas vergonhosas e sem ampliação da malha ferroviária. O norte continua esquecido em sua totalidade.
Eu espero sinceramente que a presidente eleita seja sábia e se cerque de técnicos competentes, que possam suplantar a politicagem em nome de um projeto que de fato faça melhorar o país. Desejo sinceramente que as convicções pessoais dela não sejam suplantadas pela manipulação do partido e da base aliada. Espero de todo o coração que as decisões sejam tomadas observando-se integralmente o que diz a Constituição Federal e que a corrupção não seja ignorada.
Boa sorte para nós.
A campanha presidencial deste ano me assustou muito. Não pela baixaria, não pelo nivelamento por baixo dos candidatos, menos ainda pela falta de opção ou pela notória corrupção de ambos os lados. O que me assustou mesmo foi a militância (sempre ela).
Descobri que pessoas que eu admirava pelo equilíbrio tomaram posições abertamente contrárias à manifestação do pensamento de quem quer que pensasse diferente. De repente, quem emanava bom senso se tornou um raivoso que se preocupava, unicamente, a rebater as opiniões contrárias, sem ao menos considerar que opinião é igual a bunda, cada um tem a sua e fim de papo.
Isso me assustou porque, ao me declarar não apoiadora da candidata eleita, de repente tomei pedradas de vários lados, como se a minha opinião fosse assim tão importante, no fim das contas. O fato de eu não apoiar a Dilma não significou machismo, golpismo, direitismo, elitismo e demais "ismos" que ouvi; eu simplesmente não gosto dela e do partido por trás dela; é simples assim. Ademais, é meu direito ser heterossexual, careta, de direita, católica, contra o aborto (mas não contra a descriminalização), contra a legalizaçaõ da maconha; mas, pelo exercício destas características e opiniões não posso ser acusada de homófoba, elitista, golpista, retrógrada.
O fato de eu expressar meus pontos de vista não significa que eu seja contra a quem defende o direito a cada mulher escolher pela interrupção da sua gestação ou que eu seja contra quem professa o ateísmo ou a fé protestante; eu simplesmente me dou o direito de pensar diferente, e ponto.
Eu realmente fiquei chateada de ler uma pessoa a quem admiro demais dizer que é direito das pessoas expressar seus pontos de vista contrários, mas não perto dela. Isso é postura que eu espero de gente retrógrada e quadrada, não de uma cabeça pensante - e brilhante.
Para encerrar este assunto, eu só queria dizer que fiquei muito chateada com isso tudo, e ponto.
Cá estou eu, trabalhando num dia que deveria ser a minha folga.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Estamos em processo de mudança. De todas, ainda tem a mudança de apartamento, como acho que já falei aqui.
Encontramos um possível apartamento num bairro legal da cidade, com custo acessível. Pelas fotos que vi, é um apartamento antigo, e por isso tem cômodos um pouco maiores. Ainda não sei se vamos de fato morar lá, mas já estou cheia de idéias para arrumá-lo e deixar com a nossa cara.
Ansiedade, teu nome é Adrina.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

No comecinho do blog eu costumava comentar algumas manchetes esquisitas dos principais portais da internê. Os hábitos foram se alterando e eu deixei isso pra lá, mas, olha, assunto não falta.
Hoje, olhando o principal portal de Minas, com o sugestivo nome de "Uai", li a seguinte pérola: "Sarahyba conta detalhes sobre divórcio", com uma foto sorridente da ex-mulher do Dado Dolabella.
Gente, alguém me responde uma coisa: existe mesmo real interesse das pessoas sobre o divórcio desse casal de bobos, ou pobre-coitados, ou sei lá o quê? Eu me pergunto insistentemente a quem interessaria a dissolução dessa família, senão aos filhos, aos parentes e aos respectivos advogados.
Outra chamada bizarra, desta vez no Globo.com: "Juliana Paes circula com camisa 'I love my baby'. Bom, primeiro vem a preguiça que eu tenho de "Fulano circula". Caceta, que merda de circula é essa? A pessoa tá andando em círculos?
A outra questão que me deixa boquiaberta com esta genial matéria do famoso site é que a notícia é absolutamente irrelevante; esquisito (e notícia) seria se ela andasse plantando bananeira com uma camisa escrito 'I hate my baby'.
Socorro, alguém me leva para um planeta distante e me deixa lá porque eu estou com preguiça da humanidade.
Bom, se não for possível o colo, alguém pelo menos me explica porque confundiram "minerador" com "mineiro" no caso dos chilenos soterrados ou me diga que eu estou louca, por favor.
Alguém me dá colo, por favor?
Agora, num dia como hoje, ninguém quer ser eu, né?
Trabalhei feito uma cavala (e acho que perdi um prazo).
Tive audiência no centro de BH às 19 h.
O ônibus demorou 40 minutos para passar.
Frio danado.
Fiz trocentas coisinhas quando cheguei.
Tomei um banho sem vergonha.
Tô sozinha em casa e descobri que deixei a toalha na sala.
Saí no frio molhada e encharquei o chão. Escorreguei no molhado que deixei no banheiro.
Vou dormir sozinha.
:(
Uns tempos atrás eu trabalhei com uma pessoa que queria ser eu (coitada). Ela queria saber qual o meu perfume, o meu batom (que eu raramente uso), onde eu comprava minhas roupas. Queria óculos de sol exatamente iguais aos meus. Uma vez cheguei com um casaco de helanca (daqueles agasalhos esportivos) e ela deu um chilique tão grande que fiquei com medo de perder o casaco. Sim, eu acredito em olho grande.
Pois é, essa pessoa, apesar de me parecer, no fundo, só alguém triste e sem vida própria que queria ser algo que não era, tá me assombrando no Facebook agora. Deus é pai, viu?

domingo, 10 de outubro de 2010

Eu fui uma criança fácil de alimentar porque, à exceção de beterraba e bacalhau (que eu ainda não como), comia de tudo. Existem alimentos, porém, que eu só experimentei depois de adulta porque não era hábito consumi-los na casa da minha mãe: lentilha, rúcula, beringela, dentre outros.
Eu descobri que sou uma apaixonada por lentilha, gosto muito mais do que gosto de feijão (o que não é assim grande coisa, passo muito bem sem ele). Divido com vocês então uma das minhas preparações preferidas com lentilha.
Você pega 1 xícara e meia de lentilha e deixa de molho por 1 hora mais ou menos. Daí pega 300g de toucinho de barriga com carne, corta em cubos (pede pro açougueiro cortar em fatias pra facilitar) e tempera com alho, sal, pimenta do reino e suco de 1 limão. Põe 1 fio de óleo numa panela de fundo grosso e quando esquentar levemente, coloca o porco já temperado. Vai mexendo para ir fritando e dourando por igual, com máximo cuidado porque espirra. Quando estiver já dourado, escorra o excesso de óleo, coloque a lentilha escorrida, 1 cebola em cubos, dá aquela refogada, acrescenta água quente suficiente para cobrir e ultrapassar mais uns 2 dedos, põe o tomate pelado picado grosseiramente, tampa e deixa cozinhar em fogo médio até a lentilha ficar macia.
Enquanto isso, você faz um arroz branco ou mesmo uma polenta (fica ótimo). Quando a lentilha já estiver macia (mas antes de desmanchar), você acrescenta cheiro verde (muito, de preferência) e serve acompanhado de molho de pimenta à parte para quem gosta.
Depois de comer de forma mal educada, você procura a cama mais próxima e dá aquele cochilo, né, porque, vamos combinar que merecemos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

E isso aqui, turma da esquerda? Cadê as convicções inabaláveis?

P.S.: Fui informada depois de publicar este post que a notícia era falsa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E agora, José?
A turma simpatizante da esquerda diz por aí que jogar o ateísmo da Dilma na campanha foi jogo sujo, mas jogar as convicções religiosas da Marina na campanha não foi não?
Eu REALMENTE não entendi.