Eu tive um sonho muito louco essa noite. Acho que todos os elementos que estão presentes na minha vida, hoje, estavam lá. Um amigo* de quem gosto muito; um amigo* meio invasivo; meu medo de dirigir; um pouco de culpa por não ser tão presente com a minha família (mamis e vovó estavam nele); minhas paixões por antiguidades e culinária italiana... aff. Acordei cansada.
*usando no masculino para não especificar o gênero, ok? não significa necessariamente um amigo do sexo masculino.
Estamos então, à procura das palavras. Tentamos assim delegar a elas a ingrata tarefa de expressar as nossas dores.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Ontem foi a final da Copa Libertadores e o Cruzeiro perdeu, todo mundo sabe. O que eu não sabia e que só os moradores de BH sabem agora é que as "comemorações" da torcida adversária (do Atlético) pela perda do título estão muito mais barulhentas do que seriam as do Cruzeiro, se tivesse ganhado o jogo. Certeza.
Num momento particularmente produtivo da minha carreira (hohoho), tenho à minha frente 3 separações judiciais para concluir. As 3 começaram como brigas absurdas, sendo revelados segredos e detalhes dos quais eu nunca quis saber, e estão lentamente virando acordos consensuais muito polidos e educados.
Na minha cabeça pré-histórica, você começa um briga litigiosa (pelonasmo mode on) quando a situação não tem mais solução pelas vias civilizadas. Porém, você fala ao seu advogado detalhes da sua vida conjugal que só interessam a você, e esse seu advogado maluco põe na petição tudo letra por letra. Daí, depois que você expôs cantos da intimidade (que você nem sabia que existia) ao juiz, ao promotor e ao advogado da outra parte (fora serventuários da justiça e milhões de estagiários), você pede um acordo. Hello-o. Não aguenta, bebe leite, mas me poupa dos detalhes sobre a sua vida conjugal, pode ser?
Eu estou meio enjoada de TV. E olha que está aqui uma viciada em séries. Não tive saco para assistir ao final de Grey's Anatomy, e justo a minha série favorita. Meu estado de espírito não combina com dramalhão e, considerando que há alguns dias perdemos aqui no escritório um cliente com câncer, o drama da Izzie ia me fazer chorar mais que o necessário.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Eu viajei muito de ônibus. Aliás, na minha família viajar de carro era exceção porque não o tínhamos; todo o movimento era feito por transporte coletivo.
O barato das viagens era ficar olhando pela janela as casas que eram próximas do asfalto. Eu imaginava o que teria por trás daquelas portas, quem moraria naquelas casas geralmente simples. Dificilmente eu via alguém na janela; uma vez uma menina fez careta pra mim e eu fiquei super decepcionada, devia ter uns 7 ou 8 anos e fiquei sem entender o porquê da hostilidade com alguém tão bacana como eu (!).
Hoje eu viajo na maioria das vezes de carro e mal consigo prestar atenção ao que está à minha frente na estrada; que pena que as casinhas da beira do asfalto perderam o encanto. Acho que fui eu que perdi o encanto.
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