Estamos então, à procura das palavras. Tentamos assim delegar a elas a ingrata tarefa de expressar as nossas dores.
domingo, 15 de agosto de 2010
Já postei aqui que me interesso bastante por conhecer os agentes do comércio do sexo (prostituição, pornografia, etc.). Não sou socióloga mas o assunto é do meu interesse porque envolve gente, e gente por detrás delas (sem piadinhas, please).
Bom, nada do que eu li até agora me espantou mais do que preconceitos e julgamentos que algumas pessoas fazem quando eu comento este meu interesse. Cara, que antipatia de gente ignorante.
domingo, 8 de agosto de 2010
Eu quero acreditar (e vocês realmente precisam saber que eu quero acreditar) que não sou a única pessoa da face desta terra que briga com a balança, com a consciência, com o peso nela, com o fecho das calças, todo santo dia.
Quero crer que eu não sou a única que acha que as refeições são momentos únicos, em que podemos opinar sobre tudo, até sobre o que não entendemos coisa nenhuma, ou podemos ficar em silêncio, apenas mastigando e sentido o sabor. Diante de uma tigela de sopa ou um prato de risotto podemos pensar nas contas do mês, na saudade que sentimos de pessoas que já partiram, na agenda interminável de amanhã. Podemos ainda fazer declarações de amor, suspirando, diante do prato de talharim que cozinhou demais.
Eu gosto muito de pensar que talvez eu não seja a única pessoa do mundo que vê a comida como remédio, pois não tem ansiolítico no mundo que cause melhor sensação de bem estar que o mingau de fubá com alho e couve que a mamãe fazia quando éramos pequenos.
Diante da pizza que ficou crocante ou do lombo com laranja que ficou no ponto perfeito, tudo fica mais simples, mais fácil, mais divertido, mais interessante. Os problemas ficam menores, e até aquele vinho fuleiro que você comprou com os últimos caraminguás do seu salário fica mais interessante.
Eu queria, além de tudo isso, não estar doente e queria, depois disso ainda, gostar menos de comida. Como eu queria.
Sabe aquela coleção "A Grande Cozinha" que a Ed. Abril lançou há algum tempo? Pois é, eu andei comprando alguns exemplares. Não tenho todos, mas a maioria. Pois bem; eu preciso de espaço e quero vendê-los por um valor simbólico. Se você se interessar, me manda um recado?
Teremos que mudar daqui. O proprietário do apê quer se mudar pra cá quando o contrato terminar (janeiro). Fiquei meio triste, porque acabei me acostumando a morar aqui.
Quebramos um pouco a cabeça e decidimos vender nosso carro para tentar comprar um local pra gente (casa ou apartamento). Nosso orçamento é super-ultra-uber apertado, mas andei fazendo pesquisas e olhando os classificados do jornal hoje para ter uma idéia do absurdo valor dos imóveis em BH. A aventura está só começando.
sábado, 7 de agosto de 2010
O maior mistério deste blog foi resolvido: o tal do clip do Bon Jovi em que o rapaz pula do prédio e pede a menina em casamento é do da música "All About Loving You", charada devidamente morte pela Cauks. Resolvido, seus obsessivos?
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