quarta-feira, 27 de maio de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Desisti da musculação. Muita música ruim, muita gente chata e sem noção. Vou tentar yoga.
Acho que a solução para o meu problema de peso precisa vir de dentro pra fora. Não vai adiantar eu sofrer me obrigando a correr numa esteira, se aquilo é um sacrifício penoso que vai me deixar pior depois. Também não adianta passar fome (1200 calorias de alface e tomate) e ficar triste, pensando naquele fusili com tomate e manjericão (nada assim tão criminoso) que te deixaria muito, mas muito radiante.
A minha relação com a comida também é de amor. Eu gosto de fazer, gosto de aprender sobre, gosto de comer com os olhos, o olfato, a boca. Sei que não é possível perder peso sem sacrifício, até me disponho a isso, mas se o sacrifício me deixar infeliz, ó, não quero não.
Segundo a revista Veja dessa semana, fazer dieta é muito fácil e todo mundo é feliz comendo acelga. Oh, Deus, eles não sabem o que e enfrentar uma TPM ou um dia de cão no trabalho sem o apoio psicológico de uma generosa porção de comfort food.
Tomei coragem e me inscrevi em uns cursos de atualização nas áreas em que mais tenho atrabalhado ultimamente. São cursos rápidos, oferecidos pelo nosso órgão de classe (leia-se OAB/MG) e tem ótimo custo-benefício.
O atual, na área de Processo Civil está bem legal, a não ser pelo fato de o professor ser "a cara" do Maurício Mattar. Não sei se rio ou se choro.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A sensação de perder uma ação por um motivo bobo, ou por culpa minha, é péssima. Felizmente, na minha vida profissional, isso aconteceu muito pouco, pois eu me esforço ao máximo para ser diligente e cuidadosa com os processos.
Contudo, existem aqueles dias em que você precisar acabar com aquilo logo porque tem milhares de outras coisas a fazer, ou porque está cansado(a), ou porque não está inspirado, daí passa alguma frase mal escrita, ou falta um documento, ou um carimbo, ou uma cópia sai ilegível... e os nossos bravos julgadores se esforçam AO MÁXIMO para mostrar o quanto você está errado!
Ah, que coisa chata. Põe tudo o que você fez de bom e correto a perder... a sensação é péssima!
A minha cabeça dói tanto, tanto, tanto que eu tenho vontade de batê-la na parede até parar de doer ou eu ter, de fato, um motivo conhecido para a dor. Desconfio que seja a umidade do ar, que pelo jeito deve estar muito, mas muito baixa.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A LuMa, do blog Grãos de Areia, fez à minha mãe uma homenagem linda, bem aqui. LuMa, não nos conhecemos pessoalmente, você está na Itália e eu em BH, mas posso dizer que você já mora no meu coração. ;)
Acabei de atender a uma mulher que me procurou para um processo de separação. Gente, que coisa doída! Eu adoro Direito de Família, acho até que é a parte onde mais me destaco profissionalmente e gostaria, sim, de um dia poder me dedicar exclusivamente a isso, mas como é difícil você ver uma profissional bem sucedida, uma mãe dedicada e uma filha amorosa chorar na sua frente pela falta de afeto.
Alguém me diz se é possível fazer dieta no inverno?
TPM modo on, de jeito que eu me desmancho em lágrimas e explodo de raiva mais rápido que uma Ferrari vai de 0 a 100.
A bebida que acho o combustível da vida - o vinho - subiu de preço, principalmente os preferidos do público doméstico (eu e Rodrigo), os da Concha y Toro. Acho que é hora de rever conceitos e experimentar coisas novas.
Faz frio em BH e o tempo está absolutamente seco. Se por um lado a temperatura baixa me agrada, a respiração está sofrida. Eu sei que o assunto é repetido, mas é uma constante daqui até agosto, pelo menos. E isso dormindo com um vaporizador de água ligado no quarto.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Lendo on-line o jornal do Findumundistão, a bobalhona colunista social entitula a coluna com um "Vamos para Maceió!". A única coisa que me vem à cabeça é um "Vai tarde".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Hoje é o seu aniversário.
Não me lembro se algum dia eu lhe parabenizei. O (pouco) tempo em que passamos junto se perdeu na minha memória pré-escolar, mas a lógica me diz que eu era muito pequena para isso.
Hoje é o seu aniversário.
Você foi embora da primeira vez há muito, muito tempo, mas eu me lembro da sua silhueta, na casa da minha avó. Não sei se é uma memória falsa, criada pelas histórias que me contaram de você, mas é o que está aqui. Não me lembro se você de despediu de mim ou nas meninas.
Hoje é o seu aniversário.
Você foi embora definitivamente há 10 anos. Não se despediu de mim, nem das meninas, nem de ninguém, nem da vida. Quem te levou embora? A tristeza, a angústia, a decepção, o desconsolo, Deus, a vida? Vou passar o resto da vida me perguntando por quê aquele encontro prometido nunca aconteceu.
Hoje é o seu aniversário.
De você, ficou em mim os olhos, a sobrancelha, a boca torta, o andar, o porte desengonçado. Ficou para mim uma fotografia pequena, em que você sorri e eu estou no seu colo, levemente mal humorada com 12 dias de nascida.
Hoje é o seu aniversário.
Faz 10 anos que eu não recebo mais seu cartão de aniversário, nem o de Natal.
Hoje é o seu aniversário, e apesar de todos os pesares, de todas as fantasias falsas, de todos os sonhos não realizados, de todas as promessas não cumpridas, da ausência sem explicação, da perda prematura, eu sinto a sua falta.
Feliz Aniversário, pai.